
Algumas das pessoas que conheci nesses quatro anos de faculdade, muitas delas levarei lembranças e poucas ficaram na minha vida, sei que cometi muitos erros na minha vida e mais do que isso sei que esses não serão os últimos.
Olá a todos, aqueles que acharam que eu tinha morrido, ou somente sucumbido a monografia, afundado nos mares de palavras que Castoriadis profere, devo compartilhar, essa semana que passou foi horrível, apesar de ter terminado a mono, tive uma crisa nervos que me levou a uma emergência com uma psicóloga, um encaminhamento no dia seguinte para uma psiquiatra e a uma internação de emergência numa sala de observação, tudo isso por que tive literalmente um "pira cabeção" e quis tomar 50 comprimidos de Aclopan... o que não daria nada menos que um coma ou morte por para respiratória.
Estou extremamente decepcionada comigo mesma. A ponto de não saber o que fazer, todo dia sinto como se fosse o último, só não o é por que não faço alguma coisa a respeito. Sou uma inútil não consigo fazer nada por ninguém e remédio ante depressivo no mundo vai conseguir me sarar disso.
Sabe quando tudo que você imagina que não pode acontecer, de repente, mais do que de repente acontece, você atrasa o projeto da mono, a formatura ta sem dinheiro pra pagar as coisas, você está sem dinheiro e precisa de um emprego, o TCC ta um monstro de 10 cabeças.
Ainda me lembro da primeira vez que entrei na faculdade, não conhecia absolutamente ninguém, em uma cidade pelo menos 20 vezes maior do que de onde eu vim.
Daqui a pouco vai chover, e vai chover muito, estou na net por que não consigo estudar, sabe final de ano, você está pouco se fudendo pra o que vai acontece depois.
Tenho muitas novidades, mas uma das maiores, além da aprovação da minha iniciação científica, é a a minha operação.
Hoje farei um pequeno intervalo entre minhas crônicas para contar algo que me aconteceu ontem...
Estou na cidade em que mais odeio na face da terra, por amor a minha mãe estou a quase 20 dias aqui, por causa de sua cirurgia e por que eu como filha além de amar incondicionalmente, tenho como dever e o cumpro com muito prazer o dever de cuidar da minha mãe, pois ela cuidou de mim e agora está na vez de retribuir.
Enfim, como a cirurgia dela ainda não aconteceu, estamos curtindo juntas, ontem eu fui tomar um sorevete com uma amiga, e ela me contou coisas que eu tive vontade de chorar de ódio, por que eu acho que as pessoas me fizeram de idiota, ou eu sou idiota e elas simplesmente se aproveitaram disso para me apunhalar pelas costas.
Isso foi uma coisa que aconteceu a mais de 4 anos, mas me magoou por que eu não esperava da parte da pessoa que se dizia minha amiga, não vou citar nomes, mas imaginem a seguinte situação...
Você namora e tem um pequeno desintendimento com seu namorado (como todo casal) ai, a pessoa que se diz sua amiga, se aproveita e fica com seu namorado conta para algumas pessoas e pede segredo absoluto, e você idiota, só fica sabendo dessa história 5 anos depois.
Tipo, nem é tanto por ele, por que ele é passado e isso só me faz pegar mais nojo, mas o problema é pela pessoa que se declara como sua melhor amiga..
Não entendo, por que é uma coisa que eu não aceito e nunca faria com alguém, estou decepcionada..
Mas já passou por que eu sei que são pessoas que não merecem nem a minha chateação....
Abriu a porta de modo sorrateiro e cuidadoso, quase ingenuamente como se não soubesse o que estaria esperando por ela em cima da cama, no quarto do andar de cima.
Com cuidado tirou os sapatos de saltos altíssimos e veludo negro para que não fizessem barulho no assoalho de madeira de lei.
Cuidadosamente subiu para o segundo andar, com o desejo crescendo em seu peito, o nó na garganta crescendo como se o coração fosse lhe subir a ponto de sair pela boca e deixar sua respiração ofegante, parou no meio da escadaria, tentando se acalmar em vão.
Tomada de ansiedade subiu aos rebantos a última dezena de degraus que a separava do que lhe esperava. Chegou em passos miúdos até a porta, entreabriu-a com cuidado, para que não o acordasse, conseguiu entrar no quarto sem que fizesse nenhum barulho, tirou o vestido de cetim preto e sua gargantilha de pérolas foi colocada na cabeceira da cama, onde havia já um porta-retratos, com a prova das melhores férias em Paris.
Olhou para ele, enrolado em lençóis de algodão branquissímos, e a cabeça debruçada em um travesseiro baixo transformando seus músculos em triângulos perfeitos, as pernas em cima de travesseiros e dormindo como se a manhã não fosse nunca mais chegar.
Ela soltou os cabelos, penteou-os, e deitou de costas para ele, abraçando a um outro tavesseiro, panoramicamente paracendo duas metades, dormindo da mesma maneira.
De repente, quase que como um movimento automático, sem acordar, ele se vira, larga o travesseiro e reconhecendo o perfume dela, como se estivesse acordado, ele a abraça, tal como o travesseiro, acomoda seu rosto em meio aos cabelos dela, que mesmo depois de todo um dia de trabalho continuam com o mesmo cheiro de lavanda, respira fundo e sente que finamente pode descansar, pois aquilo que lhe dá paz em todos os momentos da vida está finalmente em casa e em seus braços.
Sempre me limitei a tentar, ao menos tentar não sentir um sentimento tão vil quanto o ódio, acho apenas que não devo me submeter a tais instintos sendo ele sjustificáveis ou não.
Mas hoje especialmente hoje, tomei a liberdade de rever e-mails antigos e ver e ler coisas que outras pessoas nem imaginam que estão em minha posse, pobre ironia, enquanto ela segue sua vida sem ao menos desconfiar, eu tenho em meu poder coisas que se eu quisesse acabarai com a vida dela.
Mas não vou fazer isso, por que eu sei que não me acrescentará em nada, muito pelo contrário, só fará ter mais problemas e mais tristeza, contudo não serei hipócrita ao ponto de desejar que esta pessoa seja feliz e plena em tudo que fizer, NÃO, não cheguei em tão alto nível de hipocrisia, não sou tão católica assim, aliás nem sei se o sou mais, ou se acredito naquele que chamam de Jesus ou de Deus, tanto faz o nome que lhe é dado.
Minha "fé" não está em pauta, o fato é que não vou fingir ser superior quando não sou, sou humana e como todo ser humano, rancorosa em algumas momentos sedenta por vingança, acredito porém na lei da equivalência, essa sim é um teoria em que eu aposto minhas fichas, a de que se você faz algo aqui você pagará aqui, não existe inferno, o inferno é no que você transforma a sua vida a medida que vive.
Por isso sem mais delongas vou dizer o que realmente quero, quero que essa pessoa sofra, muito mas a tempo de perceber quantas besteira cometeu e que cometeram com ela, e que ela possa assim ser uma pessoa finalmente feliz, sendo exatamente do jeito que ela é, com suas qualidades e defeitos, espero sinceramente que ela possa se aceitar e finalmente ser feliz.
É só isso....